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Segunda, 21/09/2009 às 09:57
Clima - por José Afonso de Oliveira


Todo mundo meio que apavorado com as repentinas e violentas mudanças climáticas. Chuvas torrenciais e ventos fortes, causando estragos enormes, em toda a nossa região Sul e Sudeste.

Aqui no extremo oeste do Paraná sabemos, das Reduções Jesuíticas dos Índios Guaranis que haviam as tormentas de Santa Rosa, ocorrendo no final de agosto e, logo em seguida as enchentes de São Miguel. Os padres jesuítas, homens de notável cultura e humanismo, calculavam a ocorrência dos fenômenos climáticos com incrível precisão.

Mas o que estamos vendo agora são mudanças bruscas, profundas com a possibilidade de ocorrência de tufões, fato esse inédito no Brasil. Não estamos na área de ocorrência desses fenômenos.

Ocorrendo primeiramente o desmatamento, isso favorece o surgimento de ventos fortes que aceleram, sempre mais, a medida que vão passando pelo território agora desmatado. A vegetação natural consegue deter os ventos, evitando que eles possam ser acelerados.

De outra forma a poluição atmosférica faz com que se produza o efeito estufa, possibilitando a mudança radical do clima. Sintoma claro desse fato é o florescimento dos ipês, indicando que o frio acabou, não há mais possibilidades de geadas. Só que esse fato, por exemplo, neste ano, está acontecendo com, pelo menos, um mês de antecedência, o que não é normal.

As previsões indicam que teremos o inverno muito quente com chuvas torrenciais, devido ao excesso de aquecimento. Conseguimos em poucos anos modificar, no caso, para pior, o clima do planeta.

Todo o nosso conhecimento e tecnologia são insuficientes para mudar essa realidade, permitindo melhorias a curto longo tempo. Assim sendo ou teremos um grande avanço do conhecimento ou estaremos vivendo, cada vez mais em situação de grande precariedade e mesmo de intenso perigo.

Mudar hábitos, costumes, cultura é muito difícil e bastante demorado. Mas ou começamos a fazer isso ou, inevitavelmente, teremos problemas climáticos que só tendem ao agravamento, sem qualquer possibilidade de transformação e melhoria. Importa portanto começar agora, mesmo que isoladamente, para envolver todos os habitantes em curto ou longo espaço de tempo. Isso é possível, bastando ver o que hoje já existe a respeito do cigarro.



Comentários desta notícia
Nome: Pensador
E-mail: pensador@hotmail.com
Cidade: Foz Iguaçu
Data: 07/10/2009
Hora: 17:40
Simples! Vamos todos abandonar os veículos movidos a combustão e adotar a bicicleta como meio de locomoção. Ora, mas o carro elétrico está aí e ninguém incentiva porque motivos? Ah, o governo vive a febre do pré-sal, o lucro exorbitante em cima dos poluentes. Vamos deixar para o próximo século, porque a vaidade não vai deixar passar a sanha histórica de escrever que o PT alavancou o Brasil! Prosperidade a qualquer custo. O consolo é que não se trata de exclusividade brasileira. É um mal do ser humano mesmo...
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